CURIOSIDADES

 

- Como a seleção holandesa era considerada a maior atração da Copa, espalhou-se o boato de que estrelas como Cruyff e Neeskens cobravam para dar autógrafos. Os jogadores da laranja logo desmentiram os boatos;

- O goleiro Jan Jongbloed era especial em relação aos seus companheiros de seleção. Jogava num obscuro time, o Amsterdam Club, possuía uma tabacaria em Amsterdam e contava com uma contratação para um grande clube caso conquistasse o Mundial;

- Mais Jongbloed: o grande goleiro tinha pequenos defeitos visuais e precisava de lentes especiais para defender a meta holandesa;

 

- A Polônia, que só havia participado de um Mundial em 1938 (tendo inclusive jogado contra o Brasil nesta Copa na França e perdido por 6 a 5), foi a revelação de 1974, conseguindo o terceiro lugar e o artilheiro da competição: Grzegorz Lato, com 7 gols. Andrzej Szarmach, também polonês, foi o segundo artilheiro do Mundial ao lado do holandês Neeskens, ambos os dois com 5 gols;
 

- Às vésperas da Copa, os jogadores holandeses ameaçaram entrar em greve caso não houvesse acordo com os dirigentes em relação ao pagamento de prêmios;

 

- Estreavam em Copas do Mundo a Austrália, o Zaire e o Haiti, todos apenas com o espírito de participação, principalmente o "saco de pancadas" Zaire, primeiro país da África negra a disputar um Mundial, que tomou 14 gols: 2 da Escócia, 9 da Iugoslávia e 3 do Brasil, não marcando nenhuma vez;

- Devido à posição política da Holanda manifestada publicamente em apoio a Israel na questão do Oriente Médio na ocasião, os dirigentes holandeses temiam por manifestações palestinas. Até Cruyff foi ameaçado de sequestro, provocando grande cautela, dificultando assim a aproximação de jornalistas;

- Correu o boato que um vírus intestinal epidêmico contagiou a maioria dos titulares holandeses, sendo Cruyff o mais afetado, ameaçando presenças de alguns na partida contra a Bulgária;

- Nesta Copa pela primeira vez os árbitros fariam uso do cartão vermelho. O primeiro jogador a recebê-lo foi chileno Carlos Caszely, expulso aos 22 min do 2º tempo no jogo Alemanha Ocidental1x0 Chile. Pelo nosso lado, Luiz Pereira foi o primeiro brasileiro a ver a cor deste cartão num Mundial;

 

- As três potências sul-americanas participaram deste Mundial, e a Holanda as enfrentou e venceu todas em sua notável campanha: 2 x 0 contra o Uruguai, 4 a 0 contra a Argentina e 2 a 0 contra o Brasil;

 

- Os organizadores da Copa do Mundo de 1974 na Alemanha adotaram pela primeira vez dois mascotes. Eles se chamavam Tip e Tap e simbolizavam a união das duas Alemanhas, a Alemanha Ocidental (capitalista) e a Alemanha Oriental (comunista);

- Outro boato houve após o jogo contra o Brasil, de que o doping de Jansen e Neeskens teria dado positivo, classificando automaticamente nosso país para a final contra a Alemanha. De concreto só houve o caso de doping, aliás o primeiro da história das Copas, do jogador haitiano Ernst Jean-Joseph,
que jogou sob efeito de efedrina, que faz com o metabolismo acelere queimando mais gordura (através da termogênese - produção de calor);

 

- Diz uma lenda que assim que o resultado do exame de Jean-Joseph foi divulgado, capangas do ditador haitiano Jean-Claude Baby Doc arrancaram o zagueiro do hotel e lhe deram uma senhora surra por ele ter “envergonhado a pátria”, pensamento típico de Baby Doc;

 

- Uma partida histórica, mais pelo lado político: Alemanha Oriental x Alemanha Ocidental disputada em Hamburgo no Volksparkstadion no dia 22 de junho de 1974. Pela primeira e única vez as Alemanhas divididas teriam esse confronto numa Copa do Mundo de futebol. Na verdade, ambas as duas já estavam classificadas para a segunda fase, mas deveria existir o prazer de derrotar "a Alemanha vizinha". Vitória da Alemanha Oriental pelo placar de 1 a 0, gol do meio-campista Jürgen Sparwasser de 26 anos que jogava no FC Magdeburg, único clube que defendeu em toda carreira. Detalhe: Sparwasser era Engenheiro Mecânico.

 

Os dois capitães no momento histórico das Copas

SÚMULA DESTA PARTIDA

Alemanha Oriental 1 x 0 Alemanha Ocidental
22 de junho de 1974
Local: Volksparkstadion em Hamburgo
Público: 60.300
Juiz: Ramon Barreto (Uruguai)

Gol: Juergen SPARWASSER aos 32 minutos do segundo tempo

Alemanha Oriental: Croy, Kurbjuweit, Bransch, Weise e Kreische; Waetzlich, Lauck e Sparwasser; Irmscher (Hamann), Kische e Hoffmann.

Técnico: Georg Buschner

Alemanha Ocidental: Maier, Vogts, Schwarzenbeck (Hoettges), Beckenbauer e Breitner; Cullmann, Grabowski e Overath (Netzer); Hoeness, Müller e Flohe.

Técnico: Helmut Shöen

 


O UNIFORME HOLANDÊS

Apesar de sua bandeira possuir tem 3 cores: azul, branco e vermelho, e laranja na camisa, porque o laranja era a cor da Dinastia de Orange, a família real holandesa, desde os tempos de Maurício de Nassau. 

A Seleção Holandesa utilizou três uniformes diferentes nessa Copa, logicamente para diferenciar das cores dos países que enfrentou. Alternavam mangas curtas e compridas dependendo do clima na ocasião. Por exemplo: nas partidas contra a Argentina e contra o Brasil, os holandeses optaram pelas camisas de mangas compridas, devido à baixa temperatura. O Uniforme nº 1 foi usado nas partidas contra o Uruguai, Argentina, Alemanha Oriental e na final contra a Alemanha Ocidental. O Uniforme nº2 nos jogos contra a Suécia e a Bulgária. A única vez que usaram o uniforme nº 3 foi contra o Brasil, que por sua vez usou o de nº 2, camisa azul e calções brancos, com meiões brancos.

Não havia, no início dos anos 70, o símbolo do fornecedor de material esportivo estampado no peito. A Holanda usava apenas as três listras de seu fornecedor oficial nos ombros, como símbolo de sua parceira comercial. Os holandeses usavam as camisas assim. A principal estrela, Johan Cruyff, não. Cruyff não aceitava utilizar um símbolo comercial numa camisa que vestia, sem receber nenhum dinheiro por isso. Para não comprometer o contrato, nem ficar sem a principal estrela da companhia, os dirigentes holandeses decidiram criar uma camisa especial para Cruyff. Uma com duas listras, em vez de três. Em todas as fotos e imagens, até hoje, é possível ver Cruyff com uma camisa com duas listras apenas, em vez das três envergadas por seus colegas.
Fonte:
http://www.ligaretro.com.br, por Paulo Vinícius Coelho, Colunista da ESPN e do Lance.


 

 

Clique na máquina abaixo

para ver as fotografias


 

 

MINICRAQUES

Você que é colecionador dos cabeçudos e simpáticos minicraques e outros itens de futebol, visite a barraca do meu amigo PAULO PIRES na Praça XV aos sábados. Além de minicraques de todos os países ele também tem várias raridades para colecionadores, como revistas e posters raros, medalhas, camisas, Dvds e etc., com preços bem amigos. Vale a pena conferir. Ladeando, temos os modelos de Cruyff e Krol.

A feira livre funciona todos os sábados de manhã e à tarde, em frente à estação das Barcas.

 

Outros modelos de minicraques holandeses

 

BERGKAMP CRUYFF - Bola de ouro CRUYFF - duplo Davids - branco
Davids - laranja Gullit - Bola de ouro Gullit - Milan Neeskens
 
Nilstelrooy Rijkaard - Milan   Van Basten

 


DOWNLOADS

 

Alguns downloads de imagens interessantes

 

Uma bela bandeira

holandesa

Mapa da Holanda

detalhado

Outro modelo 

de mapa da Holanda

Wallpaper Oficial 

da Fifa - WM74

 


 

O jornal holandês VOLKSRANT fez uma enquete com dados bem curiosos em relação a Copa 74:

  • MELHOR EQUIPE: Holanda

  • EQUIPE MAIS SURPREENDENTE: Austrália

  • EQUIPE MAIS DECEPCIONANTE: Itália

  • EQUIPE MAIS VIGOROSA: Suécia

  • PIOR PERDEDOR: Brasil

  • JOGADOR MAIS TRISTE: Roberto Rivelino (Brasil)

  • JOGADOR MAIS MALABARISTA: Gadocha (Polônia)

  • JOGADOR MAIS ARROGANTE: Beckenbauer (Al.Ocidental)

  • JOGADOR MAIS CABELUDO: Ayala (Argentina)

  • MELHOR TÉCNICO: Rinus Michels (Holanda)

  • CORES MAIS BONITAS: Brasil

  • CORES MAIS FEIAS: Holanda

  • MELHOR JUIZ: Armando Marques (Brasil)

  • MELHOR JOGO: Holanda x Alemanha Oriental

  • PIOR JOGO: Alemanha Ocidental x Austrália

  • JOGO MAIS DURO: Holanda x Brasil

  • MELHOR JOGADOR: Johan Cruyff (Holanda)

  • PERNAS MAIS BONITAS(!): Leão (Brasil)

 

RIVELINO: O JOGADOR MAIS TRISTE

 

BECKENBAUER: ARROGANTE


CONCLUSÃO

Nunca mais foi visto o futebol-carrossel magistral jogado pela Holanda, nem pelas próprias seleções holandesas formadas posteriormente, nem outra seleção fantástica de outro país com um novo esquema tático revolucionário. Foi, sem dúvida, a última grande equipe a entrar para a história do futebol mundial, como as do Brasil em 1950, a Hungria em 1954, em 1958 a França e nesse mesmo ano a seleção brasileira, conquistando pela primeira vez o título mundial, e repetindo o feito em 1962 no Chile com outra legendária equipe, na era de Pelé e Garrincha e depois o Brasil de novo, em 1970. A Holanda de 1974, mesmo sem ter sido campeã, merece todo o respeito.
A seleção alemã bicampeã de 1974 poderia até entrar para essa fechadíssima galeria que encantou o mundo do futebol pelo entrosamento de suas excelentes individualidades, fator principal para se formar uma grande equipe, e muito graças também ao gênio Franz Beckenbauer, o maior jogador alemão de todos os tempos, que desde a Copa de 1966 disputada na Inglaterra buscava uma conquista para seu país para se consagrar definitivamente, e repetiu mais uma conquista de Copa do Mundo em 1990, trabalhando então como técnico da mesma seleção.
É claro que nas décadas de 80 e 90 surgiram craques fenomenais, como o insuperável argentino Diego Armando Maradona, mas uma grande equipe como as citadas anteriormente nunca mais apareceram. Na Copa da Itália em 1990 havia uma grande expectativa que a Laranja Mecânica voltasse a aparecer encarnada por Marco Van Basten, Frank Rikjaard e Rudd Gullit, a espinha dorsal do Milan da Itália, mas essa equipe não passou de três empates medíocres e uma derrota na repescagem, acabando com todas as esperanças de vermos novamente um show da Holanda. A Holanda de 1978 ainda contava com alguns motores do carrossel como Jongbloed, Haan, Krol, Jansen, Neeskens, Johnny Rep que acabou se tornando o maior artilheiro holandês em Copas do Mundo e Resenbrink que fez o milésimo gol das Copas batendo um pênalti no jogo contra a Escócia, e mais os gêmeos Willy e René Van der Kerkhof, estes reservas em 1974. Fez uma campanha regular e chegou a finalíssima contra a Argentina, mas novamente fora vice-campeã, perdendo na prorrogação por 3 x 1. Cruyff e o meio de campo Van Hanegen não estavam mais na seleção e o técnico não era Rinus Michels, três elementos fundamentais em 1974.
Nunca mais um carrossel laranja fantástico girou pelo mundo, e a inesquecível Laranja Mecânica de 1974 tem o privilégio de ser a última das grandes seleções a figurar como fora de série.

 

A BASE DA SELEÇÃO HOLANDESA QUE DISPUTOU O MUNDIAL NA ARGENTINA EM 1978

Rep, Jongbloed, Haan, Brandts, Neeskens e Krol.
Jansen, Poortvliet, Willy Van de Kerkhof, René Van de Kerkhof e Rensenbrink
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Quero prestar o meu eterno agradecimento ao meu amigo e professor Diogo Fernandes de Lima, pois sem ele teria sido impossível a realização dessa página em homenagem à seleção holandesa de 1974. Obrigado, Diogo!

 

 

 

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